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Saída de William Bonner do JN é virada de página necessária para ele e para a TV brasileira

A despedida de William Bonner da bancada do Jornal Nacional, anunciada no 56º aniversário do principal produto jornalístico do país, pegou inúmeras pessoas de surpresa. E não podemos deixar de comentar que sua sucessão acontece com muito louvor.

Cinco anos se preparando para uma grande mudança, que podemos entender que se iniciou em 2021, com a ida de Cesar Tralli do SP1 para o Jornal Hoje, e a transferência de Maria Júlia Coutinho para o Fantástico, a mudança na formação da bancada do JN marca uma virada de página necessária ao telejornalismo brasileiro.

Com quase 30 anos no ar, chega o momento de dar novas oportunidades a nomes de peso, talento e responsabilidade. Não à toa Tralli foi escolhido. Carismático na principal praça do mercado publicitário, conquistou o carinho em rede nacional com sua presença na hora do almoço, em uma mudança necessária para o JH.

Fica a cargo de Roberto Kovalick, a missão de manter a leveza, serenidade e eficiência da informação, algo que Cesar manteve no vespertino por quatro anos. Bom destacar dos interesses do futuro ex-âncora do Hora 1 de mudar o horário de expediente para ter melhor qualidade de vida.

A saída do Bonner mexe em toda a estrutura de âncoras da Globo e da GloboNews, como aconteceu recentemente na cúpula de editores do Jornal Hoje, com transferência de membros de equipes do canal de notícias para a TV aberta. Algo natural dentro de um grupo como o Grupo Globo.

É hora de uma das maiores referências do jornalismo passar o bastão a outro mestre da comunicação. É digno que Bonner desfrute da vida em seus quase 60 anos de vida, e que Tralli ocupe um posto tão digno que é a ancoragem do JN.

Já aconteceu…

Quem não lembra da saída de Evaristo Costa da bancada do Jornal Hoje depois de 14 anos? E Sanda Annenberg que ocupou de forma gloriosa, a apresentação do JH? Ou também, outros nomes ícones do jornalismo global, como Sérgio Chapelin.

A TV brasileira precisa estar em movimento. Há a necessidade de uma mudança na formação dos emissores da informação. Isso garante um jornalismo dinâmico, ágil e plural.

Agora, fato é que Renata ganha um grande parceiro de bancada, com sua leveza e clareza na apresentação e condução de coberturas importantes. E Tralli também ganha, pela primeira vez inclusive, uma colega de bancada, tão competente ao longo de 10 anos à frente do JN.

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